Autor
ANA CRISTINA DE ASSUNÇÃO XAVIER
(
lattes)
Tipo
MONOGRAFIA
Data
2006
RESUMO
Estamos vivendo um momento histórico muito importante, vários segmentos sociais lutam pelos seus direitos de inclusão na sociedade. Leis têm sido criadas para a garantia desses direitos, o que já é um grande passo, mas, apesar delas, percebemos que as pessoas consideradas diferentes ainda estão à margem da sociedade, ou seja, excluídas. Precisamos, então, conhecer e reconhecer essas pessoas que vivem a nossa volta, marginalizadas por nossa própria ação. Entre estas, temos os cadeirantes (deficientes físicos), os quais nos levaram a realizar esta pesquisa que tem por objeto de estudo a acessibilidade de alunos com necessidades especiais físicas (cadeirantes) nas escolas públicas da rede regular de ensino do bairro Vermelha. A inclusão de crianças com necessidades especiais físicas no campo da educação envolve um processo de reforma e reestruturação das escolas como um todo. Assim, partimos do problema: estão as escolas públicas da rede regular de ensino adaptadas para a inclusão de deficientes físicos (cadeirantes)? Essa problemática é mais uma a ensejar que o ensino regular busque não apenas a integração, mas a inclusão de todos. Parece algo muito simples a acessibilidade, no entanto questionamos se as escolas dispõem de acesso adequado para estas pessoas. Para confirmarmos esta acessibilidade temos por objetivo analisar a estrutura física das escolas públicas da rede regular de ensino, quanto à acessibilidade de pessoas com deficiência física (cadeirantes). Neste intuito realizamos uma pesquisa qualitativa, por meio de observações dos aspectos físicos das escolas do bairro Vermelha e entrevistas semi-estruturadas em uma população de gestores, auxiliares de portaria e professores, de quatro escolas existentes no Bairro, em uma amostra de quatro gestores, um auxiliar de portaria e oito professores. Tivemos como aporte teórico Marcos Mazzota (1989); Maria Tereza Egler Mantoan (2005); Peter Mittler (2003); Rosita Edler Carvalho (1997); Suzan Stainback e Williams Stainback (1999), entre outros. Os resultados obtidos na coleta de dados nos levam a considerar que estas escolas não estão adaptadas para inclusão de alunos com necessidades especiais físicas – cadeirantes, partindo do fator mais simples que é a estrutura física das escolas, ou seja, simples rampas e corrimões de acesso para o livre trânsito destas pessoas, banheiros adaptados, portas adequadas, pátio, etc. Portanto, como podemos garantir o acesso e a participação de todas as crianças nas diversas possibilidades existentes na escola e impedir a segregação e o isolamento, diante do fato de que o simples acesso ao livre trânsito de alguns não lhe é permitido? A educação inclusiva vem sendo discutida a algum tempo no Brasil, tendo sido objeto de grandes controvérsias, mas percebemos que muito ainda tem que ser feito. A inclusão parte de uma saída ética para os problemas sociais, políticos e morais (MITLLER, 2003). A discussão sobre a inclusão deságua na educação, porém é questão mais ampla e complexa que se coloca como desafio não só para educadores, mas para todos os setores sociais.